29 abril 2010

Gente que mente

Do blog "Imprensa Marron", do Gravatai Merengue.

Não, não falarei de quem usa a baixaria como estratégia, mas sim daqueles que usam a velha tática de imputar aos outros esse tipo de coisa. A velha história: "fulano faz baixaria", sem dizer qual exatamente foi o ato de baixeza. É uma saída clássica para quando não se tem para onde correr e, no caso em tela, algumas mentiras são reveladas para desespero dos mentirosos.

Falo aqui do GENTE QUE MENTE, um blog criado pelo PSDB para desmentir lorotas petistas (convenhamos, não são poucas e, nos últimos tempos, provavelmente já bateram recordes mundiais ou ao menos sul-americanos). Não é preciso ser exatamente um gênio para descobrir a autoria, pois há meses a Folha de São Paulo já divulgou o site e, além disso, há símbolo e link para o partido no rodapé da página.

Mas vamos aos fatos.

O mecanismo se provou eficiente e, desde sua criação, houve um crescimento exponencial no número de acessos. Diversas mentiras do governo e da campanha do PT foram desmascarados incontestavelmente. Vários exemplos podem ser citados:

- Números Inflados do PAC
- Obras Desaparecidas do PAC
- Dilma e Microsoft (alegando usar SL)
- PAC e Desmatamento
- PT e Tancredo (histórico de 1985)
- Promessa de Mobília a Quem Não tem Casa (!!!)
- PT e Lei de Responsabilidade Fiscal
- Lula e Versões sobre Mensalão
- Farsa da Internet Gratuita
- Foto da Norma Bengell
- Dilma em Honduras
- Falsos Diplomas
- Lula Condenando Belo Monte
- Dilma Usando a Religião
- etc. etc. etc.

São cerca de 79 páginas desmentindo cascatas proferidas pelo PT, um instrumento de utilidade pública, jamais um "blog de baixaria". Aliás, qualquer um pode ir até lá e apontar qualquer "ato baixo", caso encontre algum.

Quando na oposição, o PT - oficialmente - usava o slogan "Fora FHC" (assim mesmo, sem vírgula vocativa), e é hoje o mesmo partido que acusa os outros de golpismo pelo fato de meramente criticar a corrupção de seu governo. E, também, coloca sua blogosfera partidária a chamar de "baixaria" toda e qualquer análise negativa ou, bisonhamente, sites criados para DESMENTIR suas lorotas.

Não, não é baixaria. A grande baixaria é mentir. E, se há difamação, que procurem o Poder Judiciário. Por que não o fazem? Simples: não há nada disso. A idéia não é usar as vias oficiais, pois sabem que não têm razão. Pretendem fazer o de sempre: instituir uma campanha risível para tentar desacreditar um instrumento criado justamente para dizer a verdade sobre suas mentiras.

E como fazem isso? Falando mais e mais mentiras. É o velho método de uma facção podre do petismo. O eleitor com três neurônios já percebeu o jogo e, exatamente por isso, o GENTE QUE MENTE cresce cada vez mais. E é esse o fato que os preocupa.

Não adianta gritar "é baixaria". Cadê a baixaria? Apontar uma mentira petista, desmascará-la e trazer a verdade é um "ato baixo"? Não, não é. Isso é o que nunca houve e, talvez pela de forma inédita, alguém esteja fazendo com alguma competência. Aos desmascarados, resta o chilique.

Quem não se lembra do "Mulheres Com Dilma", criado como se fosse um site de amigas da candidata, mas depois desmascarado como iniciativa da agência que cuida de sua campanha? Blogs ligados ao petismo divulgavam como iniciativa independente e, hoje, a própria agência já assume como obra sua. Ninguém mais fala nisso. O GQM, ao contrário, sempre foi um blog partidário criado para desmentir lorotas. Simples assim.

E, honestamente, espero que o GENTE QUE MENTE continue e até mesmo aumente a dose, já que as mentiras dos outros, pelo visto, nunca param. Se possível, o site poderia trazer também fatos importantes sobre alguns "acusadores". Talvez por esse motivo, com receio de que sejam os próximos a ter as ocultas verdades reveladas, insistam em desacreditar o site.

Muitos sabemos do que eles têm medo.

28 março 2010

Por uma Dilma mais livre e um Lula mais trabalhador

O site da Presidência da República é um manancial de informações. Toda a movimentação presidencial está ali. As agendas. Os eventos. A cobertura interna que alimenta a imprensa pública e privada. Sabe em quantos eventos Lula participou junto com a Dilma apenas em 2010? 41 eventos, entre inaugurações, promessas, visitas, etc. Sabe quantas fotos no site presidencial, de Lula com a candidata, esta intensa movimentação gerou? 204 fotos! Tem foto de caras, bocas, biquinhos, mãozinhas, brincadeirinhas...Agora, atenção: sabe quantas agendas oficiais de trabalho o Lula teve com a Dilma nos últimos 85 dias? Uma, uma única agenda oficial, de despacho, de reunião interna! Quer ver como Lula abandonou completamente o trabalho para fazer campanha para Dilma? Paulo Bernardo, ministro do Planejamento do Brasil: 4 agendas com Lula em 2010, um único evento. Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil: 3 agendas, nenhum evento com Lula. José Alencar, vice-Presidente do Brasil: 4 agendas, 5 eventos com Lula. Os números não mentem. Lula trocou a agenda de trabalho por uma agenda de campanha eleitoral.

A caminho da banca rota

por Mary Zaide

A repugnante frase do então governador de São Paulo, Orestes Quércia – "Quebrei o Estado, mas elegi meu sucessor" –, tem tudo para virar fichinha perto dos abusos do presidente Lula para tentar eleger Dilma Rousseff.

Protegido pela couraça da popularidade e há muito só com olhos nas eleições, Lula age sem qualquer limite. Jamais desce do palanque e lança seus dardos para todos os lados. Agride a fiscalização do Tribunal de Contas da União, que "paralisa o país", zomba da Justiça Eleitoral e culpa terceiros quando seus tiros acham os pés.

Faz o que não deveria e não poderia. E livre, leve e solto, sem oposição que lhe puxe os freios, ainda acusa a imprensa de só noticiar os malfeitos.

Lula consegue até o aval do adversário, o pré-candidato tucano José Serra, que, com a mesma tortuosidade de raciocínio, taxou de "leviandade em matéria jornalística" as críticas que recebe e, assim como Lula, reclamou de não ver notícias positivas de seu governo. Ambos fingem que não sabem a diferença entre jornalismo e publicidade, embora gastem fortunas no segundo item.

Às leis e às instituições, o presidente parece não ter lá muito apreço. Trata-as sempre de acordo com sua conveniência. A Justiça torna-se injusta quando lhe desagrada. O Congresso Nacional - o mesmo que ele dizia abrigar "300 picaretas" – tem valor se lhe é dócil e servil, e vira o culpado da vez quando atua com alguma independência.

Basta lembrar a votação que extinguiu a CPMF ou a recente alteração, pela Câmara dos Deputados, da divisão dos royalties do petróleo, que golpeou de morte o Rio de Janeiro do aliado Sérgio Cabral (PMDB). Foi Lula quem antecipou o debate sobre o pré-sal, insistindo na urgência urgentíssima do projeto que ele enxergava como trunfo eleitoral. Como a flecha cravou o alvo errado, o culpado passou a ser o Parlamento.

Lula transfere culpas com a mesma naturalidade com que infringe leis. Na última quarta-feira, de uma só vez jogou no lixo a legislação eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um dos pilares da estabilidade econômica.

Ao anunciar que enviará ao Congresso uma proposta de lei que, a exemplo do que já fizera com o PAC, classificará como transferência obrigatória repasses para prefeituras inadimplentes, Lula não só rasgou a LRF, como incentivou o seu descumprimento. O efeito perverso da idéia vai ainda mais longe, pois é sabido que indulto a devedores acaba por penalizar os que se esforçam para manter seus pagamentos em dia.

Sob qualquer ótica, é inadmissível que um presidente da República estimule ilegalidades. Mas Lula parece fazê-lo sem pestanejar. Opta pelas vistas grossas quanto às invasões do MST, tergiversa sobre o envolvimento dos seus em escândalos, protege aliados a qualquer custo, até mesmo alguns malversadores confessos. José Sarney, Renan Calheiros, Delúbio Soares e outros tantos que o digam.

Se estimular a ilegalidade já choca, pior ainda é cometê-la.

No palanque em que mimou prefeitos mal pagadores e no dia seguinte, em Tatuí, no interior de São Paulo, Lula voltou a fazer chacota da Justiça Eleitoral, que já lhe imputou duas multas por propaganda antecipada. Explicou que estava proibido de dizer o nome de sua candidata - deixa malandra e ensaiada para que a platéia, em delírio, entoe o coro: "Dilma, Dilma".

Irrisórias ou não, as penalidades, aplicadas meses depois dos delitos, são incapazes de inibir Lula de protagonizar propaganda eleitoral explícita, com recursos públicos, nos palanques do governo.

Da mesma forma, parece não se importar com a quebradeira moral que patrocina e o tamanho da pendura que está deixando para o futuro. Mas também isso não tem a menor importância para quem só pensa em eleger o seu sucessor.

Perto de Lula, Quércia é quase um ingênuo.

16 março 2010

Podem tirar o cavalinho da chuva

Pode parecer prematuro uma declaração de voto a seis meses da eleição. No entanto, nas últimas 72 horas fui assediado por mais de meia dúzia de movimentos, sites, conjunto de blogs e quetais, todos se apresentando como "anti-Dilma". Apesar da participação de pessoas bem intencionadas, estes assédios configuram claramente um disfarçado movimento pró-Serra. Testei alguns destes convites dizendo que não estava interessado em nada que beneficiasse tucanos, e a resposta invariavelmente foi: existe alguma alternativa ao PT, além de José Serra?

Por que não abrem o jogo e convidam pessoas a um mutirão para eleger Serra? Por que se escondem hipocritamente atrás de um convidativo movimento "anti-petista"? Será que se envergonham de defender o voto num moleque de recados de George Soros, da ONU, do Diálogo Interamericano, da CEPAL e do Movimento Socialista Fabiano?

Originou-se num destes movimentos - um que reúne uma imensa quantidade de blogs - um email com a comparação entre as biografias de Dilma e Serra, em que a primeira é mostrada como o diabo em pessoa e o segundo como um anjo que desceu nos céus para nos livrar da ditadura petista. Quem conhece a biográfia de José Serra, sabe que isso não passa de uma mentira deslavada. De uma lado, um injustiçado perseguido sem nenhuma razão pelos sanguinários militares. De outro, uma terrorista, assassina, ladra e tudo o mais. Sim, Dilma foi tudo isto e seu lugar deveria ser a cadeia e não o Planalto. Mas quem é mais execrável: ela, que colocou sua vida em risco na luta aberta, ou Serra que, de um gostoso e confortável exílio se converteu em uma ispiração para as ações revolucionárias que as dilmas e os dilmos da Ação Popular Marxista Leninista do Brasil executavam? Corre na boca miúda que o candidato tucano teria, inclusive, liderado ações terroristas do seu exílio. Não sei se isso é verdade, mas não me surpreenderia se amanhã ou depois, descobrissemos que Serra não é esse anjo de candura que pitam.

Não tenho a mínima intenção influenciar quem quer que seja, mas é preciso que se diga a verdade: Serra não é, e nunca foi, um candidato de direita. Ao contrário, ele sempre teve afinidades com partidos e movimentos políticos de esquerda . Consta que numa declaração a revista Piauí, o governador de São Paulo afirmou que ele era um político "ainda mais a esquerda do que o presidente Lula" e a julgar pela sua tragetória político, deve ser verdade!

Como autêntico liberal-conservador à moda antiga, acredito que só homens livres, capazes de pensar por si mesmos, de forma independente e autônoma, podem construir uma ordem nacional e internacional realmente livre. Não aceito - e desdenho - de movimentos coletivistas de quaisquer orientações ideológicas, que estão destruindo nosso País. Por isto, peço encarecidamente que se abstenham de me convidar para outros movimentos deste tipo. Ficarão simplesmente sem resposta!

12 março 2010

De Cuba com carinho


* Espero que a Yoani Sanchez me perdoe por essa!